quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

[ FANFIC ] Menudamente... Cavaleiros de Athena? (FINAL)


Hey people!!
Como é o último capítulo, não vou enrolar.
Let’s GO!



Capítulo XX: Los Ultimos Heroes

Setembro de 1990. Quase três anos se passaram desde aquela festa de Natal na Mansão Kido. Nesse meio tempo, o The Guardians, ainda produzidos por Darrin McGillis, se tornou uma banda de pop rock e conquistou grandes prêmios da música japonesa, além de alguns da música internacional. Apesar do sucesso eminente, a banda convocou uma coletiva de imprensa no início do ano e anunciou a sua “aposentadoria”, causando um desmaio instantâneo em seu produtor, que depois entendeu o motivo dos rapazes: amor.
Seiya e Saori seguiam um namoro firme, tão firme que a palavra “casamento” já havia sido dita diversas vezes pelo casal. Shun e June também embarcaram em um compromisso sério, pois a loira temia que o irmão de Ikki se encantasse por alguma de suas muitas fãs e a largasse eternamente a friendzone.  O mesmo aconteceu com Shiryu e Shunrei, apesar do relacionamento dos dois ser mais antigo, porém, nas palavras de Hyoga, não saía daquele “chove não molha”. Foi em um show de Paris que o chinês criou coragem e, após uma declaração de amor que levou todas as fãs as lágrimas, pediu a garota em casamento em cima do palco. Claro que ela aceitou e Darrin desmaiou nos bastidores, afinal, nada daquilo tinha sido programado antes do show – melhor dizendo: ELE não sabia de nada. Em forma de vingança, Shiryu desafiou Hyoga:
-Eu duvido que você assuma o que sente pela Eire-chan.
-PFT – o loiro deu de ombros – Nunca duvide de um aquariano, amigo.
Ao regressarem para o Japão, o russo apenas deixou suas coisas na Mansão Kido, pegou sua motocicleta – fruto de seu trabalho como cantor – e rumou para o Orfanato. Encontrou a professorinha varrendo o pátio. Em uma cena digna de novela, com direito a canto de pássaros, pôr-do-sol memorável e aplausos de anônimos, Alexei a pediu em namoro, que a loira aceitou sem titubear.
Por fim, restava o solitário e anti-social Ikki/Kai. Ele ainda era atormentado pelos fantasmas de Esmeralda e Pandora e, vira e mexe, algum dos rapazes o pegava mergulhado em dolorosas lembranças.  Mas tudo mudou no verão de 89. De férias, os rapazes resolveram matar a saudade da casa de campo de Saori. Como de costume, convidaram Miho, Seika e Eire para passar uma semana com eles no local. Parece que tudo estava combinado, pois todos saíram para uma caminhada matutina, deixando apenas o irmão de Shun e Miho no local. Quando Ikki acordou – apenas de cueca samba canção –, fora surpreendido pela professorinha preparando o café com uma camisola roxa curta e meio reveladora. Obvio que ambos ficaram constrangidos, mas ignoraram o fato, fizeram o desjejum junto e finalmente se aproximaram. A garota já havia se conformado que Seiya amava Saori e, há alguns meses, começou a The Guardians, confessando isso a Seika dias antes da viagem. Na certa, a garota deve ter conversado com o irmão, que mexeu os pauzinhos para aproximar os dois, armando aquela cena toda. No final daquela semana, um novo e improvável casal surgia: Miho e Ikki. Com suas vidas amorosas tão engajadas, seria difícil continuar a carreira no show business.
reparar no baixista do
Do lado do grupo Menudo, tudo voltou a ser como era. Talvez exceto por uma bagagem extra que veio com eles do Japão: Marin, a quem Athena concedeu a vida sem máscara, desde que sempre estivesse ao seu lado quando o mal resolvesse assolar a Terra. De quebra, Darrin lhe ofereceu a oportunidade de ser modelo no ocidente, o que a levou a um sucesso imediato. Seu rosto era o mais visto em revistas de moda, outdoors e propagandas em pontos de ônibus. Com tanta divulgação, acabou reencontrando o irmão Tohma.
O relacionamento de Ricky e Seika acabou cerca de dois meses após seu início, por mero medo e ciúmes da irmã de Seiya. Por uma ironia do destino, conheceu Tohma em uma biblioteca e começaram a sair, sem saber quem realmente eram. Somente após um convite para jantar na Mansão de Saori descobriram a verdade, que não foi nenhum empecilho.
Raymond seguia namorando Helena. Em 1988, deixou o grupo para seguir carreira solo. Seu substituto, Robert, agradou de modo geral. Aparentemente, Sergio passou uma borracha na sua temporada como Cavaleiro. Falava com Marin apenas profissionalmente, jamais a procurou para treinar, diferente de Angelo, que o fazia constantemente. O condicionamento físico e mental do garoto era impressionante. Os dois grupos – Menudo e The Guardians – se encontraram mais três vezes após o termino do acordo. Na primeira, Raymond já havia partido em carreira solo e, nas outras duas, foi a vez de Ricky, que deixou o grupo ao fazer 18 anos.
Dessa vez, a paz realmente reinava na Terra.

***

Era uma tarde normal da Mansão Kido. Saori e Seiya ajudavam Shiryu e Shunrei a decidir alguns detalhes do casório, enquanto Shun, Ikki, Hyoga, Eire, Miho e June se entretenham jogando Monopoly. Apesar dos interesses distintos, todos estavam na sala de TV, quando Tatsumi entrou no local:
-Perdoem-me pela interrupção – disse o criado, sem olhar diretamente para eles – mas vocês tem visita...
-Quem é, Tatsumi? – perguntou Saori.
-Ele – falou com certo receio – pediu para que eu não dissesse seu nome, pois queria lhes fazer uma surpresa.
Todos se entreolharam. Um inimigo não seria tão sem noção para pedir que Tatsumi o anunciasse. Então, devia ser alguém conhecido. Ainda sob dúvida, a jovem deusa se pronunciou:
-Mande-o entrar.
Todos pararam o que estavam fazendo e viraram seus olhares para a porta de entrada da sala. Seiya estava com os punhos cerrados. No seu pensamento, se fosse algo ameaçador, ele fulminaria o invasor ali mesmo, nem que tivesse que consertar sozinho o cômodo. A cada passo escutado no chão de taco, a apreensão de todos aumentava. Seus olhos e até bocas se abriram quando o visitante enfim chegou a porta de entrada do local. Era Angelo:
-O... O que você faz aqui? – perguntou Shun, abraçando o jovem em forma de cumprimento. Nesse meio tempo, Angelo havia crescido o suficiente para estar quase da altura do cavaleiro – Os outros também vieram?
-Não... – após um suspiro, respondeu – Deixei o grupo por causa de uns probleminhas. Nada grave, assunto sem importância... – virou seu olhar para Saori e fez uma breve reverência – Athena... Saori-san... Antes de qualquer coisa, quero lhe dar esse disco. Foi o ultimo que gravei junto ao Menudo.  Sei lá porque, achei o título muito parecido com vocês.
(Nota da Autora: o melhor disco de 1990 :p)
O Long Play estava embrulhado em papel celofane roxo com fitilhos lilases. Quando a deusa desembrulhou, observou a capa do disco e abriu um sorriso. O cenário da foto parecia um deserto. Sérgio, Robert e Rubén estavam atrás, enquanto os menores, Angelo e Rawy – o substituto de Ricky – na frente, com os braços cruzados. O logo “Menudo” era grafado com a fonte de sempre, dessa vez prateado, sobreposto com uma placa que simulava aço, trazendo o nome do disco “Los Ultimos Heroes”:
-Depois coloca para nós escutarmos, Saori-chan – Indagou Miho, como porta voz de Eire e June.
-Bem... – se pronunciou Ikki – acho que você não perderia tempo vindo até o Japão apenas para presentear Athena, não é, Anjito? – o irmão de Shun estava decidido a apoiar-se na cabeça do jovem, gesto que aprendeu com Raymond e que deixava o loirinho extremamente irritado. Entretanto, em quase três anos, Angelo “espichou”. Além disso, sempre que podia, treinava artes marciais com Marin. Graças a isso, seus reflexos ficaram rápidos e ela conseguiu bloquear o braço do rapaz antes que este tocasse sua cabeleira loira. Surpreso, Ikki sorriu de lado e elogiou – Seus reflexos estão ótimos...
-Gracias... E tem razão. Não vim aqui apenas para presentear a Saori-san... – virou seu olhar novamente para Shun. Dessa vez, estava exibindo um largo sorriso – Shun-san... Você finalmente poderá realizar a última vontade de Shaka... Mestre.
-SUPIMPA! – comemorou, passando o braço pelos ombros do loiro. Depois, virou seu olhar para a deusa – Athena... Eu tenho permissão para treinar o Angelo?
-Claro... Shun de Virgem. – a jovem sorria serena – Amanhã iremos ao Santuário para que eu possa ler em Star Hill qual será o local de treinamento.
-Uma pena que as Ilhas de Andrômeda e da Rainha da Morte não existam mais... – o irmão de Ikki disse calmo, colocando uma mecha do cabelo esverdeado atrás da orelha – Seria o local ideal.
-QUÊÊÊ? – Angelo questionou surpreso. – Esses locais eram verdadeiros infernos na Terra! Achei que você fosse escolher algum lugar mais... Tranquilo sabe?
-Ahm! Então você achou que o Bebê Chorão ia ser um mestre bonzinho?
Todos começaram a rir. Angelo finalmente sentou-se ao sofá e, enquanto Tatsumi e outros empregados serviam-lhes um suco, o rapaz relatava como estavam os ex-companheiros de banda:
-O Sergio continua na dele, sério, fechado, mas que muda totalmente quando entra no palco, vocês sabem – relatava, enquanto dava um gole em seu copo de suco – O Rubén e a são puro amor, acho que só tiveram um desentendimento até hoje. Os novatos são tranquilos... Robert e Rawy... Gente boa. Meu substituto eu não cheguei a conhecer... Só sei que se chama Cesar. – suspirou – quanto aos outros... Ricky tá gravando uma novela no México e Raymond está morando em Los Angeles com a Nena. Meio que perdemos o contato...
Com a “fofoca” em dia, Saori finamente atendeu o pedido das amigas e colocou o LP que ganhou de presente para tocar. Uma, duas, vinte vezes até que todos finalmente conseguiram cantar em uma só voz a música título do disco.
Andan por todos lados y de par en par
Cada día suman más
Son almas con futuro, aliados de la paz
Una plaga popular
No dia seguinte, todos seguiram para o Santuário. Saori foi até Star Hill e as estrelas revelaram o local de treinamento de Angelo: Dallol, na Etiópia. Apesar da ideia de treinar em um lugar aonde a temperatura mínima é 38°, a vontade de ser cavaleiro superava qualquer calor.  
Graças ao fato de ter treinado um pouco com Marin e já saber queimar o Cosmo, Shun não tinha muito trabalho para doutriná-lo. Por cerca de dois anos, treinaram intensamente, até o dia que Angelo se declarou pronto para a prova do Sacrifício:
-Não se abata, Angelo! – gritou Shun, em pé em cima de uma rocha. Graças ao calor do local, usava apenas uma calça verde de treino, com joelheiras de couro e sandálias grega – Lembre-se que eu passei por esse treinamento amarrado sob uma rocha enquanto a maré subia... Você só está exposto a um calor de, mais ou menos, 49°.
-É... – indagou, com o rosto fechado. Havia crescido mais, já estava maior que Shun e, graças ao treinamento, o corpo desenvolveu músculos. Os cabelos já haviam perdido o aspecto de Mullets e se transformado em uma vasta cabeleira loira e encaracolada, que esvoaçava conforme o vento quente batia
em seu rosto. Assim como o mestre, usava apenas a calça do uniforme de treino, com as correntes amarradas contra o peito nu, queimando-lhe a pele – PERTO DE UM GÊISER, QUE JORRA DE UMA EM UMA HORA!
-Pois então você tem mais uns 15 minutos. – disse despreocupado, sentando na rocha.
Angelo o olhou sério e começou a elevar sua cosmo-energia. Era incrível como progrediu em tão pouco tempo. Libertou-se das correntes sem muito esforço, o que levou Shun a acreditar que estava sendo vítima de uma brincadeira. Angelo veio para o lado dele rodando as correntes nas mãos:
-E então? – perguntou, rindo – Como eu fui, Mestre?
-Eu sempre disse que você tinha potencial. – respondeu sério. Sua postura havia mudado um pouco agora que era oficialmente o Cavaleiro de Virgem – Venha, eu vou lhe-...
-PELOS DEUSES... Eu só posso estar tendo uma miragem por causa do calor!
-Espero que sua miragem valha a pena ou serei obrigado a castigá-lo por me interromper.
-Perdão Mestre... Mas eu juro que estou vendo o Darrin vindo ali, montado em cima de um camelo.
-Ah... Acho que a prova do sacrifício foi demais pra você... – desconversou, virando o olhar – Não há nada ali além de-... POR ATHENA!
Sim, realmente era o produtor, que vinha em cima de um camelo, usando um traje típico de arqueólogos e uma feição que demonstrava um claro enjôo pelo balanço do “cavalo do deserto”. Shun tentou se conter, mas foi um gesto inútil quando Angelo soltou uma gargalhada enfadonha:
-HAHAHA está parecendo a Miss Meany do “The Woody Woodpecker Show” procurando antigos ovos egípcios.
Realmente, a cena era muito parecida com a do desenho animado. Os dois cavaleiros ajudaram o produtor que sequer os saudou, apenas falou:
-Angelo! Que bom... Você está vivo! – dizia ofegante – Eu preciso de você de volta na McGrillis Productions.
-E o que aconteceu com todos seus outros produtos?
-Se foram... – disse tristonho – Além do quê, suas fãs do tempo de Menudo te esperam.
Angelo deu um suspiro profundo. Amava a música, mas o sonho de ser cavaleiro estava prestes a se realizar. Olhou para Shun em busca de respostas, mas o irmão de Ikki apenas fechou os olhos e então sua voz ecoou na mente de Angelo:
-Faça o que seu coração mandar.
A hesitação durou mais alguns instantes. Finalmente, o loiro tomou uma decisão:
-Desculpe, Darrin... Mas Athena precisa de mim
 No les asusta el desempleo ni la bomba nuclear
No existen leyes ni batallas que los puedan separar
Após sair do grupo, Rubén partiu para Miami, aonde sua querida Marin vivia. O apartamento amplo da ruiva ficou pequeno para o amor dos dois e Luna, a cadelinha Yorkshire que ganhou do rapaz no aniversário de um ano de namoro. Cada dia era um novo começo, um paraíso particular que parecia não ter fim.
Após dois meses nessa paixão intensa, a ruiva perguntou desinteressada, enquanto observavam o pôr-do-sol na sacada do apartamento:
-Amor... O que você fará agora que saiu do grupo?
 -Estava pensando em seguir carreira solo... – respondeu, agitando os cabelos. Ela entendeu o gesto, levantou da cadeira que estava sentada, posicionou-se atrás dele e massageou-lhe os ombros. A expressão de satisfação em seu rosto valia todo o esforço – Que tal você vir comigo?
-Eu?! – exclamou surpresa, tirando as mãos de seus ombros e sentando de frente para ele – Eu não sei cantar, Rub...
-Nada que algumas aulas de preparação vocal não resolvam... – disse sorrindo, exibindo as covinhas. Instantaneamente, Marin sentiu seu rosto esquentar – Não precisamos fazer algo tipo Ike e Tina... Você pode ser minha backing vocal e bailarina.
-Interessante. Claro que aceito… - a ruiva sorriu e iniciou um beijo carinhoso, que foi interrompido com uma risada – E jamais faríamos algo igual Ike e Tina, Rub... Afinal, eu bato melhor que você.
-Hahaha... – riu intensamente. A cor alaranjada do céu colaborava com o clima romântico que ali estava instaurado – Eu te amo, mi lady.
Se abrazan uno al otro y van por la ciudad
Contagiando libertad
Todos formamos par, ni todo negará
No hay forma de escapar.
Eire e Hyoga formavam o casal mais excêntrico do grupo. A professorinha causava um efeito de humor desconhecido no russo, que parecia ter recuperado a alegria de viver. Shun e June também não fugiam a regra. Eram joviais, alegres e estavam sempre sorrindo.
De dos en dos se multiplican cada día sin parar
Mientras existen no habrá guerra, te lo puedo asegurar
Shiryu e Shunrei finalmente decidiram quando iriam se casar. Saori e Seiya seriam os padrinhos. Entretanto,
no dia da cerimônia, o atual guardião da casa de Libra simplesmente desapareceu. A noiva ficou em desespero, seu choro ecoava por toda a igreja. Miho, Seika, Eire e Saori a amparavam, mas qualquer esforço parecia inútil. Os rapazes saíram em busca do chinês, que fora encontrado por Seiya no planetário da Fundação GRAAD:
-Cara! – exclamou Seiya, vendo-o de Smoking, sentado em uma das poltronas vermelhas encarando a constelação de Libra – Era pra você estar se casando...
-Eu sei, Seiya, mas... – suspirou – Dois dias atrás, a Shunrei que disse uma coisa...
-O quê?
-Ela tá grávida, Bro.
Os olhos do herdeiro de Sagitário se encheram de alegria com a notícia. Shiryu foi abraçado com força, mas sua expressão permaneceu a mesma:
-Que notícia maravilhosa, mano! – empolgou-se, após soltar o amigo. Foi então que percebeu sua expressão – Que cara é essa?
-Eu... – desviou o olhar – Não sei se serei um bom pai para essa criança... Nunca tive um pai... Não sei como fazer isso.
-Ah... E agora acha que abandonar a mulher grávida no altar tá certo? – falou, sentando-se na poltrona que estava vazia. Permaneceu olhando para baixo – Eu sei que nenhum de nós tem referencia de um pai, mas isso é instinto, sabe? É como a primeira vez que queimamos o cosmo... Achávamos que era impossível, mas ele sempre estava lá... Dentro de nós. Você será um paizão, amigo.   – sorriu, devolvendo o olhar para Shiryu, levantando da poltrona – Vamos! Levanta essa bunda chinesa da cadeira que você tem que se casar, meu filho. Tô ouvindo o choro da Shunrei daqui!
-Tem razão... – disse sorrindo, apesar de estar trêmulo, se levantou – Valeu pelo conselho, Brother.
Os dois tocaram os punhos e seguiram para a Igreja. Apesar da vontade de espancá-lo, Shunrei sorriu quando o viu chegando ao local santo. Não fazia muito sentido um Cavaleiro de Athena casando em uma Igreja católica, mas Shunrei sempre sonhou em usar um longo e belo vestido de noiva.
Nove meses após o casório, veio ao mundo a pequena Ling, a primeira de uma leva de cinco filhos que o casal teve.
Los últimos héroes serán los enamorados
Los últimos héroes serán los enamorados
O mais novo casal do grupo, Ikki e Miho. Apesar de parecerem completamente opostos, eram extremamente iguais. Detestavam rotina e, por conta disso, acabavam por muitas vezes desaparecendo sem nenhuma explicação e voltando após semanas como se nada tivesse acontecido. Não existiam limites para as estripulias dos dois:
-O amor demorou a me encontrar... – murmurou Ikki, enquanto observava uma queima de fogos junto à amada em um festival de verão – Mas agora que ele me achou, não quero que vá embora jamais.
-Pois é... – respondeu, da mesma forma – quem diria que a doce professorinha seria logo atraída pelo lobo solitário?
-Mas bem que você gosta de sumir comigo... – a abraçou
-Verdade... – sorriu, olhando a motocicleta do rapaz – E agora, para onde iremos?
-O que você acha de Okinawa?
-Adoraria tomar banho de mar em Taketomi...
Os dois montaram no veículo e, após um beijo, desapareceram na escuridão da noite.
El amor es un gran héroe nacional
El amor es un gran héroe nacional
El amor es un gran héroe nacional
El amor es un gran héroe nacional
Após o incidente de Shunrei e Shiryu, Seiya ficou ainda mais empolgado com casamento e paternidade. Falava sem parar no assunto com Saori, tanto que algumas vezes chegava a irritá-la. Por fim, ele a convenceu de marcar a data.
Shiryu e Shunrei foram os padrinhos e a Igreja estava lotada com pessoas que Seiya nunca ouviu falar. Às vezes ele esquecia que a amada era uma grande empresária.
Assim como o amigo, a surpresa de um herdeiro veio logo. Entretanto, a alegria foi maior, pois Saori deu a luz a duas crianças: Akira e Haruka.
E, assim... Um novo período de paz se instalou no Planeta Terra.








Acabou!
Espero que tenham gostado dessa coisinha tosca!
E o Angelo se tornou o novo cavaleiro de Andrômeda... Podem parar com as piadas usando a Casa de Libra. Shiryu não gosta dessa zoeira.
Então... Lembram que eu tinha uma fic surpresa sendo preparada? Aí está!!!



Isso aí, a nova geração também vai trocar de lugar com a Boy band do momento. Será que a geração Omega rebola tão bem quando Seiya y Cia?


OK, ESTOU TOLLANDO-VOS!

O que eu tenho para vocês é um romance que relata melhor algumas coisas ditas nesse capítulo. Claro que o foco é MARIN E RUBÉN *-*

A capinha bonita que eu fiz o/
Espero que tenham gostado. Amo vocês, seus puto
Dulces Besos de Chocolate (PS: não é só porque é o fim que vocês deixam de comentar)

Errata: a imagem que deveria ser Ikki e Miho é Ikki e Pandora porque não achei um fanart que tinha de Ikki e Miho ç.ç

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

[ MYU NEWS ] Câncer retorna a vida de Robi Draco Rosa.

Depois de um exame de rotina, realizado durante sua turnê na América Latina, foi detectado novamente a temida doença, que o ex-menudo venceu em dezembro de 2012. A cantor ficou em silêncio e suportou a dor por várias semanas, a fim de cumprir seus compromissos artísticos, incluindo seu show em Porto Rico. Agora se prepara para dar mais uma batalha difícil.
DRACO enfrenta um novo desafio e com custos muito pesar-nos dizer que há dois meses tem Lifoma difuso (Non-Hodgkin's Lymphoma Diffuse B Cell). Os médicos preveem que esse tipo de câncer terá grandes chances de ser superado mais uma vez. “DRACO tirou um tempo para tratamentos avançados e continuar os seus compromissos no México e EUA, e gravando um novo projeto”, disse seu empresário, Angelo Medina.

Fonte: TVyNovelas Puerto Rico

(Tradução por Myu Kamimura. Favor se utilizar, manter os créditos)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

[ FANFIC ] Menudamente... Cavaleiros de Athena?

Tia Myu na área, se derrubar o juiz marca pênalti, mesmo que o jogador esteja em impedimento, afinal... Fazer o Fluminense pagar a Série B é o que importa!
PENÚLTIMO CAPÍTULO. VAMOS LÁ?



Capítulo XIX: A Festa vai Começar

Finalmente chegou o dia em que os grupos encerrariam a troca de papéis. Era véspera de Natal e Saori, como sempre organizou uma grande festa na Mansão Kido. A deusa também decidiu comemorar os 15 anos de Ricky, que fazia aniversário no dia em questão e de Raymond, completos no último dia 12. Além dela e dos Mechanics Saint, estavam Kiki, Shunrei, June, Marin, Shina, Miho, Seika, Eire e as crianças do orfanato “Os Filhos das Estrelas”. Todos aguardavam a chegada dos garotos e de Darrin. Raymond era o mais apreensivo, afinal junto deles também estava Helena, sua namorada. Não demorou muito até eles escutarem o videofone tocar. Tatsumi ia atender, mas foi atropelado por Raymond, que deu uma rasteira no careca e atendeu:
–Pronto? – disse o Mechanic Phoenix super ansioso.
HOLAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! – saudaram Helena, Seiya, Shun, Shiryu e Darrin.  Ikki e Hyoga apenas ficaram sorrindo de lado.
-VOCÊS ESTÃO ATRASADOS! JÁ SÃO QUASE 11 DA NOITE! ONDE ESTÃO?
-Relaxa Ray! – Seiya tomou a palavra – Já estamos no hangar da Fundação. É questão de minutos para chegarmos aí... Deixa a bóia na fita que, com a fome que estou, comeria até um cavalo!
-Opa, pode deixar!
Raymond desligou o videofone e deu a notícia a todos. A ansiedade aumentou. Saori – que usava longo, justo e decotado vestido rosa – correu para o hall e se preparava para abraçar Seiya assim que ele cruzasse as portas da mansão, porém ela não foi a única que pensou nisso: assim que o rapaz girou a maçaneta e falou...:
-CHEGAMOS GALERA!
Todos saíram correndo e pularam não só em cima dele, mas nos outros quatro também. A festa estava armada. Tatsumi ordenou aos empregados que retirassem as malas do hall, enquanto todos se recompunham e se dirigiram a sala de estar, para que os dois grupos relatassem suas experiências nesses dois meses:
-Ah! Que saudades que eu estava das festas da Saori-san... – disse Seiya, olhando com atenção uma bandeja trazida por uma das empregadas da mansão Kido – Sempre tem um petisquinho antes do principal! – riu, servindo-se de um canapé.
–E então? Vocês não vão conversar agora? – perguntou Saori, que não se aguentava de curiosidade. Queria logo saber como foi a vida de cada um nesse tempo.
-Calma Saori-san... – manifestou-se Raymond – Nós vamos conversar sobre isso na mesa de jantar, não é?
-Ai, só quero ver como isso vai terminar – desesperou-se Darrin, meio apreensivo. Sabia que Seiya e os demais provavelmente voltariam a seu dever sagrado, mas estava temeroso que um dos rapazes do Menudo quisesse seguir o mesmo caminho.
Após alguns minutos de conversa, uma criada entrou no local e anunciou que o banquete já estava servido. Todos se dirigiram a sala de jantar. Saori, que fora educada como uma dama da sociedade, gostava que os rapazes fossem cordiais e cavalheiros nos banquetes que organizava, então sempre pedia que eles puxassem a cadeira para que as garotas se sentassem. Os Cavaleiros de Bronze já estavam mais do que acostumados e os Mechanic Saints aprenderam isso durante o tempo que ficaram ao lado da jovem deusa. Logo, Raymond puxou a cadeira para Nena, Ricky para Seika, Rubén para Marin, Sergio para Shina, Hyoga para Eire, Shun para June, Shiryu para Shunrei, Ikki para Miho e Seiya para Saori. Ainda rolou uma cena engraçada, pois tentando imitar a cordialidade dos adultos, Tatsuya e Makoto tiveram uma inocente briga, ao quererem puxar a cadeira para Mimiko sentar. No final das contas, o “cavalheiro” que recebeu um beijo na bochecha em forma de agradecimento da menina foi o gordinho Akira.
 Com todas as garotas acomodadas, os rapazes se sentaram e fizeram suas preces de natal. Após isso, Saori deu início a conversa:
-Quero fazer isso de uma forma diferente: cada um vai descrever sua experiência nesses dois meses. Vamos começar com os Mechanic Menudo Saint... – sorriu, meio sem jeito após o trocadilho, pois percebera que este não teve graça – Como Pegasus, você começa Ricky.
-Bom, Saori-san... Posso dizer que minha maior descoberta foi saber que aquilo que eu li nos livros de mitologia é tudo verdade. A partir dessa descoberta passei a acreditar mais naquilo que dizem ser mito. Não em tudo... Mas em boa parte deles.
-Muito bem... – sorriu a deusa. – Quem quer ser o próximo?
-Eu! – manifestou-se Sergio – Não foi muita coisa que eu descobri... Mas sim o que eu senti. Senti que é sempre bom ajudar alguém e aprender coisas novas. Cara, se não fosse a Shina me dando uma força para que eu aprendesse alguns golpes de artes marciais e a ler os movimentos do inimigo, eu acho que não teria sobrevivido a batalha.
-Não exagere Sergio... – advertiu Shina, que naquela noite usava um vestido preto com as costas nuas e sandálias de salto prateadas, além dos cabelos ajeitados com laquê e uma maquiagem levemente carregada. – Você teve coragem. Isso te ajudou bastante.
-Eu quero falar agora! – Rubén levantou a mão, sorridente como sempre. – Eu aprendi e descobri que podemos encontrar o amor aonde menos imaginamos. Pode ser em um show, numa praia ou debaixo de uma máscara de prata.
-Assim você me deixa sem graça! – sorriu, sem jeito, Marin, que graças à influência das outras meninas, usava um longo vestido azul com uma fenda na perna direita que ia até a coxa sandálias com um salto médio pretas e uma maquiagem leve.
-E deixa ela toda louca com suas covinhas! – brincaram Shina e June, deixando a ruiva ainda mais sem graça ainda.
-AGORA SOU EEEEEEEU!!!! – exclamou Angelo, quebrando o clima apaixonado. – Cara! O que dizer?! Eu entrei aqui como um Menudo novato e saí como salvador da deusa Athena! E o melhor: eu sei queimar o cosmo! Tá... Não é algo se possa dizer: “Ay caramba! Qué grand cosmo tiene Angelo!” Mas eu consegui ajudar o Raymond a derrotar o grandalhão do Anteros, fala aí?!
-É verdade! – Raymond tomou a palavra – Se não fosse o cosmo desse nanico, eu não teria derrotado aquele Cárite, não teria descoberto o que eu fiz com minha princesa e jamais me reconciliaria com ela. Em outras palavras: se essa batalha fosse de Afrodite e seus Cárites contra Athena e os Cavaleiros de Bronze, eu estaria sem meu amor. Não que você não seja poderosa, Nena.
-Deixa de fazer “démodé” Ray... – brincou Helena – Eu sei que não chego aos pés da força de Athena. Mas estava enfurecida... Fazer o quê?
-Agora é a vez dos The Guardians! – falou Saori. – Começando com...
–Não, Saori-san... A nossa opinião é uma só! – interrompeu Seiya – Cantar e dançar mundo a fora pode parecer fácil... Mas é extremamente cansativo!
-Principalmente com o Darrin no nosso pé! – brincou Ikki, que encontrou olhar de reprovação dos outros já que interrompeu Seiya.
-Sério... – disse o jovem, rolando os olhos – Nós só pensávamos em agradar o público. Algumas vezes estamos cansados, com o corpo dolorido e bolhas nos pés, mas ainda assim tínhamos que ficar em pé e sorrir para as câmeras. Fora a saudade... Quantas vezes eu não peguei o Shiryu, o Hyoga e o Shun chorando porque estavam longe da Shunrei, da Eire e da June?
-E – mais uma interrupção, dessa vez era Hyoga – quantas vezes não flagramos você chorando com saudade da S-...
-SEIKA! – cortou-o, tapando a boca dele quase que a velocidade da luz – Enfim... O trabalho de vocês é dureza! Eu admito que estava errado.
-Acredite, não é só seu trabalho que é treta! – concordou Ricky.
-A propósito, senhor Mechanic Pegasus... – falou Seiya, em um tom ameaçador – Eu acho que nós temos uma conversa pendente.
-T-Temos... – respondeu com muito custo, engolindo seco em seguida.
-HAHAHA, relaxa cara... Só tô querendo botar banca. – riu – Você tem minha benção.
Ricky trocou olhares com a irmã do rapaz, que ficou com o rosto enrubescido, mas logo cortou o clima, batendo o garfo em uma taça e pigarreando, a fim de chamar a atenção de todos e sanar sua dúvida:
-Eu sei que o Menudo voltará a ser o que era e que talvez eles nunca mais coloquem uma armadura, nem para fazer um clipe. Mas e vocês, irmão? Vão continuar na música?     
-Eu vou responder essa – falou Ikki – Estávamos pensando em continuar... Já que DESSA VEZ o mundo parece estar em paz. Mas vamos mudar o estilo musical. Essa coisa de Boy Band fere minha imagem...
-Que imagem, Kai?! – debochou Hyoga – Você rebolava mais que o Sergio e o Ricky juntos!
Todos deram risada, até Saori pigarrear levemente, chamando a atenção:
–No fim... Todos nós acabamos aprendendo alguma coisa.
–Principalmente eu, Saori-chan. – indagou Seiya, virando-se para ela com um sorriso aberto e o rosto levemente corado. Era a primeira vez que falava com ela usando essa linguagem tão íntima.
-Não entendi... Seiya...
-Nesse tempo que viajou conosco, Afrodite me deu uns conselhos amorosos, sabe? Então eu queria dizer aqui na frente dos meus amigos e da minha irmã o quanto eu te amo, Saori-chan.
E a beijou ternamente. Todos começaram a bater palmas e gritar, junto a isso o relógio deu as doze badaladas. Era 25 de Dezembro, natal. Eles brindaram com champanhe e realizaram a ceia.
Durante o jantar, uma questão brotou de Miho – que, tal como as outras, estava diferente do normal, usando um vestido amarelo, que revelava seu corpo escultural, normalmente oculto atrás do vestido azul e do avental branco com emblema do orfanato – que sem titubear resolveu saná-la:
-Saori-dono. Helena-dono... – apesar de terem quase a mesma idade, a professorinha as tratava de forma cordial, mas não no quesito divindade, afinal fora criada em um orfanato cristão – Eu não quero parecer intrometida, mas poderia fazer uma pergunta a vocês?
-Claro... – respondeu Saori – Mas, por favor, pare de me tratar tão formalmente, Miho-chan!
-Como queria... Saori-chan? – olhou para a deusa da guerra, que assentiu a cabeça, como que autorizando a forma que Miho a chamou – Não me levem a mal, mas eu li em alguns livros de Mitologia na biblioteca do Orfanato e um deles dizia que a relação entre deuses e humanos era proibida. Vocês duas não temem pela... Cólera do Olimpo?
-Cólera do Olimpo?! – indagou Afrodite, como sempre, cheia de sarcasmo na voz – Uhuhuhahahaha... Querida! Zeus vivia pegando humanas a torto e direito e nenhuma “cólera olimpiana” – fez aspas no ar – recaiu sobre ele. Ou seja, se o pai dos deuses pode fazer esse tipo de coisas, nós também estamos no direto.
-Er... Então tá – falou Miho, sem jeito.
Depois da ceia, diversos grupos de conversa se formaram pelos cômodos da Mansão Kido. Sergio, Marin, Rubén e Shina conversavam em uma das sacadas. Saori e Seiya no escritório, conversando mais seriamente, Raymond, Ricky, Helena e Seika sentados no sofá da sala de estar. Miho, Eire, Hyoga, June e Ikki jogavam “porco” na sala de leitura. As crianças haviam ido dormir, enquanto Shiryu e Shunrei liam uma história para elas. Shun e Angelo conversavam no planetário sobre as constelações e o futuro:
-Eu vi seu desempenho no final da batalha... – disse Shun, sem olhar para o garoto. Estava sentado de forma desleixada em uma das enormes poltronas vermelhas que havia no local. Desse jeito, visualizava bem as estrelas. – Sabe, você tem potencial... – após um suspiro, completou – Se treinasse, daria um ótimo cavaleiro de Andrômeda.
-Agora é impossível... – respondeu, com um tom de voz que demonstrava um leve desapontamento. Estava sentado da mesma forma que o rapaz de cabelos esverdeados – eu voltarei para Puerto Rico. Continuarei sendo um Menudo pelos próximos seis ou sete anos... – virou seu olhar para Shun e perguntou – Você não é mais o Cavaleiro de Andrômeda?
-Quando os Cavaleiros de Ouro pereceram, nos deixaram seu legado... – indagou, recompondo a postura, girando a poltrona e fitando os olhos castanho-esverdeados do loirinho – As Armaduras de Ouro nos tiraram de muitos apuros, mas sempre com o cosmo de seus antigos proprietários. Agora elas dependem de nossa própria cosmo-energia. – suspirou – Em outras palavras, agora sou Shun de Virgem, Cavaleiro de Ouro da 6ª Casa do Zodíaco Dourado. Um dia, não muito distante, nós teremos que treinar nossos sucessores nas armaduras de Bronze. Quando esse dia chegar, espero que seja você esteja me chamando de mestre, Angelo.
O garoto sorriu ao ouvir a declaração do irmão de Ikki. Conversaram por algumas horas, mas logo decidiram voltar a Mansão e dormir.
Na manhã seguinte, o The Guardians fez uma apresentação junto ao Menudo no programa Japan Music Station, cantando uma gravação natalina especial Silent Night/Noche de Paz. Essa apresentação marcava o fim do acordo entre os grupos e uma nova fase na carreira do quinteto japonês.



AEEEW!!!
Tá! Eu sei que atrasei quase uma semana a postagem, mas o trabalho está me matando... Apesar dessa história já estar pronta, em 2009 eu não tinha a mesma linguagem e conhecimento que possuo hoje, ou seja: reviso tudo e até coloco cenas novas, mal de ser detalhista hehe!
Pra quem não se lembra, o videofone que cito nessa fic apareceu no episódio 18 de CDZ, quando a baía petrolífera da Fundação GRAAD está sendo atacada. (Dane-se que o episódio é Filler). A Trollei preveu o
Skype, é! XD
Acho que deveria ter atrasado esse capítulo até o Natal heheheh
BRINCADEEEIRA! Quero comentários!
Dulces Besos de Chocolate



domingo, 24 de novembro de 2013

[ FANFIC ] Menudamente... Cavaleiros de Athena?

Vem chegando o verão, o calor no coração... Essa magia colorida são coisas da vidaaa... Sério, cara... Tá um calor digno das terras de Tio Hades agora (algumas partes, claro).
Ah, chega de enrolar... Vamos logo ao desfecho da batalha



Capítulo XVIII – Troque suas Pilhas

No Santuário de Athena, Shunrei continuava a rezar na Casa de Libra acompanhada de Geki e Jabu, quando os sinos começam a soar. O Santuário estava sendo invadido:
-SHUNREI! – gritou Jabu, correndo em direção a saída da Sétima Morada Zodiacal – PODE SER PERIGOSO LÁ EM BAIXO! FIQUE! AQUI VOCÊ ESTARÁ SEGURA.
-NÃO! Eu irei com vocês! Já cansei de me sentir inútil.
-FAÇA O QUE QUISER, MAS SE ACONTECER ALGUMA TRAGÉDIA, NÃO QUERO OUVIR AS LAMURIAS DO SHIRYU AO PÉ DO MEU OUVIDO!
Utilizando o caminho secreto, por trás do Zodíaco Dourado, os três chegaram rapidamente à parte baixa do Santuário, onde os soldados rasos e os outros Cavaleiros de Bronze enfrentavam um grupo de Cárites menores, enviados por Afrodite:
-FIQUE AQUI! E NÃO SE MEXA! – Ordenou o Cavaleiro de Unicórnio a namorada de Shiryu, virando-se em seguida para os guerreiros inimigos – DESGRAÇADOS! COMO OUSAM MACULAR O SAGRADO SANTUÁRIO DE ATHENA COM ESTES SEUS PÉS IMUNDOS? O PODEROSO JABU LHES CASTIGARÁ POR TAMANHA INFÂMIA: UNICORN GALLOP!!
Com seu golpe, Jabu feriu alguns soldados. Geki também estava ajudando e logo não restava quase nenhum soldado da deusa do amor no local. Quase, porque sem que eles percebessem, um deles se aproximou de Shunrei que, no reflexo, acertou-lhe um preciso golpe de kung-fu, deixando-o desacordado e assustando os Cavaleiros de Bronze:
-O Que foi? Achavam que eu ficava nos Cinco Picos apenas pedindo aos deuses que protegessem o Shiryu??
-E... E não era? – perguntou o cavaleiro de Urso assustado.
-Ah! Dá um tempo! Nas muitas horas de tédio, o Mestre Ancião me ensinou muitas coisas, inclusive Kung-fu... Então, se não tiver essa historia de cosmo, eu posso enfrentar uns dois ou três soldados.
-E dá-lhe Shunrei – riu Jabu.
Enquanto isso, no Templo de Afrodite, a enfurecida deusa ainda espancava Raymond violentamente, quando uma luz dourada invadiu o local e revela a imagem dos verdadeiros Guardiões de Athena. Apenas o calor de seus cosmos despertou Ricky, Rubén, Sergio e restabeleceu Angelo e Raymond, que enfim se soltou dos ataques de Afrodite:
–Aaaah...! Finalmente os verdadeiros apareceram... – debochou Nena – O que foi? Cansaram da vidinha de cantar, dançar e conquistar menininhas, hã?
–Está enganada... – respondeu Seiya – Foi Athena que nos trouxe aqui.
–COMO?! Ela está em outra dimensão! Não pode usar seus poderes para-...
–Mas ela tem força de vontade! – indagou Shiryu – E é mil vezes mais poderosa que você.
–ORA SEUS...!
Afrodite lançou um raio de seu espelho sobre os rapazes, mas não surtiu efeito, graças a uma barreira criada com o cosmo dos mesmos. Ela insiste, e, aproveitando-se disso, Seiya enfim revela o segredo das cópias de suas antigas Armaduras a seus amigos:
–Então é por isso que eles estão tão debilitados! – concluiu Hyoga.
–Sim. Desculpe não ter contado a vocês antes... – completou o irmão de Seika – Mas imaginei que eles enfrentariam apenas semideuses... O mundo estava em paz, poxa!
–Você fez errado em não contar, mas agora é tarde! – disse Shiryu.
–Não podemos quebrar o acordo, então... Vamos ser as pilhas deles! – concordou Shun
–Concordo!!! – apoiou Ikki – ESCUTEM MECHANIC SAINTS! NÃO É HORA PARA FRAQUEJAR! DEIXAMOS ATHENA NAS MÃOS DE VOCÊS, NÃO FOI? ENTÃO, TRATEM DE TIRÁ-LA DAQUELE ESPELHO!
–M-mas... E a Nena?! – lamentou-se Raymond.
–ELA NÃO É MAIS A DOCE GAROTA QUE VOCÊ CONHECEU RAY! ESQUEÇA-A! – advertiu Ricky
–EU... NÃO POSSO!
–Raymond... Ray, mi amor... Você vai mesmo me ferir? – a deusa tentava confundi-lo – Vai mesmo querer me matar?!
–Eu não tenho escolha... Você não é mais a Helena... No eres más mi Nena!
Ray... No...
Raymond começou a fazer a marca da constelação de Fênix no ar, cantando o refrão da música preferida da namorada. Entretanto isso era só uma forma de distraí-la, já que ele trocava olhares com Angelo, que logo entendeu o plano. Afrodite derramava lágrimas, ainda tentando manipular Raymond, porém já previa o fim de sua vida:
- Don't you leave me, nena. Don't you leave me, nena, nena no! nena no! I don't wanna miss you I just wanna give you a kiss...  Adeus Nena... Adeus, meu amor… HOUYOKU-...  
-NO RAYMOND!!!
Em um milésimo de segundo, Angelo usou suas correntes para pegar o espelho da deusa e atira-lo no chão, libertando Athena e Kiki:
–MALDITO! VOCÊ ME MANIPULOU!
–Não é isso que você faz com o sentimento das pessoas, Afrodite? – exclamou Athena, tomando a linha de frente.
–Mas eu posso! EU SOU A DEUSA DO AMOR!
–Isso não te dá o direito de brincar com esse sentimento tão puro!
–ATHENA! SUA ARMADURA! – gritou Seiya, lançando a miniatura da armadura da deusa da guerra no ar, que recuperou sua forma e revestiu o corpo da jovem.
–Agora estamos em pé de igualdade! Se bem que, você está sem sua arma... Então... Basta bani-la deste mundo e esperar sua reencarnação nos próximos 200 anos...
Saori apontou seu cetro para Afrodite, que fechou os olhos esperando o pior: aquele realmente seria o seu fim. A deusa da guerra começou a elevar seu cosmo e se preparava para o golpe final, quando Raymond entrou na frente da deusa do Amor:
–NÃO ATHENA! NÃO A MATE!
–Raymond... Por quê...? – espantou-se Saori, cessando o golpe.
–Isso tudo é culpa minha... Se a Nena virou esse monstro...
–MONSTRO?
–Desculpe a palavra, minha princesa... Mas, continuando... Se a Nena fez tudo o que fez, foi porque eu não respeitei os sentimentos dela...
–Ray...
–Helena... Nena... Eu te amo. Sei que fui um ingrato, insensível e desalmado dando em cima da Saori. Mas eu te confesso aqui na frente de todo mundo que apenas fiz isso para irritar o Seiya... Para ver se ele tomava coragem e se declarava para ela de uma vez.
–Há! E você espera que eu acredite nisso?!
–Desculpe a intromissão, mas... É verdade... – confirmou Ricky. – Não passava de um plano que acabou dando errado... Inicialmente eu seria a isca, mas... Acabei por me encantar por outra garota... – hesitou por alguns instantes, mas finalmente concluiu a frase – Pela irmã do Seiya.
-O QUÊ? COMO ASSIM VOCÊ TÁ DE OLHO NA MINHA IRMÃ, SEU PANGARÉ RECICLÁVEL?! – invocou-se Seiya, querendo partir para cima do rapaz.
-Relaxa, brother! – acalmou-o Shiryu, segurando-o por uma das asas da armadura de Sagitário. – Depois você se acerta com ele.
-Isso – completou Shun, apontando para Ray e Nena – Tem coisa mais importante rolando aqui.
–Então... Ray... – balbuciou Nena, entre lágrimas.
Shiiiiu... Deixa-me terminar de falar... Não querendo ser clichê, mas já sendo... NENA, EU TE AMO! SOFRO,VIVO E MORRO POR VOCÊ! ME PERDOA?
Ay Ray!! É claro que eu te... Te perdôo!
Os dois selaram a paz com um beijo apaixonado. Athena, auxiliada por Kiki, resolve curar as feridas de Marin, June e Shina. Enquanto isso, os Mechanic Saints conversavam com Seiya e os outros:
–No fim... O acordo acabou sendo quebrado... – brincou Ricky.
-QUEBRADO UMA OVA, CRIATURA! – irritou-se Seiya – Nos não intervimos na luta. Viemos aqui apenas para servimos de “pilha” para vocês.
–Como é que é?! – ficou sem entender Sergio.
Ay Ay... Eu esperava que pelo menos você e o Rubén tivessem percebido! – manifestou-se Angelo – Vocês não perceberam em nenhum momento que, quando a Shina, a Marin e a June elevavam o cosmo, vocês derrotavam o inimigo? E, quando chegaram aqui no Templo para confrontar Afrodite, ela primeiro tratou de se livrar das garotas e, quando vocês atacavam, cada vez seus golpes enfraqueciam?
-Sim, reparei... Mas, o que tem isso a ver? – interrogou Rubén.
–Nos somos, literalmente, Cavaleiros de Brinquedo! Nossas armaduras não funcionam se não tiver uma fonte de cosmo próxima, funcionando como se fosse uma pilha!
–Mas... Então por que você foi sozinho com o Raymond? – perguntou o Mechanic Cygnus novamente, ainda sem entender nada.
–Eu não sei por qual motivo... Acabei por desenvolver uma fraca cosmo-energia.
–QUÊÊÊÊ???! – espantaram-se todos, exceto Hyoga, que tinha levantado essa Teoria mais cedo.
Não querendo me intrometer... Mas já me intrometendo... – riu Marin, já recuperada de seus ferimentos, juntando-se aos rapazes – Rubén, Sergio e Angelo eram muito esforçados.  Durante esse mês, enquanto não fazíamos nada no Santuário, eles procuravam a mim e a Shina para treinar. Não demorei a perceber que o Angelo tinha um poder oculto. Então passei a treiná-lo com mais ímpeto, tentando estimulá-lo a libertar esse poder... Posso dizer que ele é melhor aluno que você, Seiya.
–Ah... Dá um tempo, Marin! – invocou-se o cavaleiro, bagunçando os cabelos.
Todos começaram a rir. Enfim a paz tinha voltado e, dessa vez, parecia ser definitivamente. Como o trato da troca de papeis entre o Menudo e os Cavaleiros de Athena ainda não tinha acabado, Seiya e os outros ainda era The Guardians e teriam que voltar para Athenas, encontrar Darrian e dar uma boa explicação para a imprensa sobre seu sumiço durante o programa, após aquela luz dourada iluminar o palco. Do outro lado, Athena, Kiki, os Mechanic Saints e as Amazonas voltariam para o Santuário. Porém ainda havia uma questão a ser resolvida:
-Nena... Para onde você irá agora? – perguntou Raymond, segurando as mãos da namorada, enquanto eles esperavam o navio sair do porto.
–Eu estou um trapo! Nenhum hotel me aceitaria assim... Mesmo com todo meu prestígio e beleza... O jeito é voltar para Puerto Rico...
–Vamos até Athenas conosco... – sugeriu Saori – De lá eu faço um telefonema e, em questão de minutos, um jato ou helicóptero de minha Fundação te deixará em segurança no Japão. Pode esperar por nós na minha mansão...
–Mas um mês é tanto tempo... Não ficarei a vontade...
–Eu já sei! – intrometeu-se Seiya. – Nena...
–Helena para você, Cabrón! – advertiu, Raymond
–Como queira... Helena... O Darrian estava com uma ideia de produzir outro videoclipe nosso, talvez seja o ultimo... Ele tava pensando em chamar alguma atriz. Bem, já que você é atriz e não está muito a fim de voltar para Porto Rico agora... Que tal viajar conosco pela Europa o resto desse mês? Assim o tempo passa mais rápido e você se diverte. Ah, relaxa Ray, eu não vou dar em cima da sua garota!
–Até por quê... Sua deusa é outra, não é mesmo? Uhuhuhahahaha... – riu a reencarnação de Afrodite, dando uma piscada para o Cavaleiro de Pegasus, deixando-o com o rosto vermelho.
–É... É... É... Então, você aceita ou não?
–Alguma objeção, Raymond?
–Nenhuma... Esses caras são o bicho! Você vai se divertir!
A loira sorriu e deu um abraço apertado no namorado. Os outros presentes conversavam enquanto aguardavam a hora do embarque. Um pouco mais afastados estavam Ricky e Seiya, que conversavam um assunto mais particular:
-Então... Quer dizer que o senhor está interessado na minha irmã?
-Estou sim, Seiya... O que me diz?
-Bem... Não posso falar muita coisa... – o japonês lhe estendeu a mão. Aliviado, Ricky a apertou e até recebeu um meio sorriso do rapaz. As mãos finalmente se soltaram e Seiya virou de costas, deu dois passos e o chamou – Ah, só mais uma coisa, Ricky...
-O quê?
-Daqui a um mês, quando eu regressar ao Japão, iremos resolver isso de Pegasus para Pegasus de brinquedo.
Um frio subiu pela espinha do rapaz. Mesmo sendo incapaz de queimar o cosmo, certamente pode sentir a hostilidade presente no cosmo do Cavaleiro quando fez a “ameaça”. Engoliu seco e nada disse, apenas uniu-se a Athena e seus companheiros.
O navio para Athenas enfim partiu. A Ilha de Creta e o Santuário de Afrodite ficaram para trás tal como as dolorosas lembranças da batalha. Em poucas horas, eles chegaram ao Porto de Athenas, onde se despediram: Athena, Kiki, os Mechanic Saints e as garotas seguiram para o Santuário, enquanto Helena e os The Guardians vão, encapuzados e de táxi, para o hotel, onde encontraram Darrian arrancando os cabelos:
–AAAAAAH! VOCÊS FINALMENTE APARECERAM!!! EU PENSEI QUE TINHAM SIDO ABDUZIDOS!!!
–Ah, Darrian! Dá um tempo... Deixa de ser dramático! – zoou Seiya, dando um tapa na cabeça do produtor – Athena precisou de nós... Na verdade, as Armaduras de Ouro nos tiraram de lá.
–AIII! NÃO VEM COM ESSAS HISTORIAS DE MITOLOGIA E ARMADURAS PARA MIM QUE EU NÃO ENTENDO NADA! AINDA BEM QUE ARRUMEI UMA BOA DESCULPA PARA A IMPRENSA...
–Disse que fomos abduzidos? – debochou Ikki.
–Não, criança! Disse que foi um efeito final da apresentação e que vocês deixaram o estúdio de helicóptero. Por isso ninguém vos encontrou nos camarins.
Ah! Até que você é inteligente, hein! – riu Hyoga.
–Ai! Vocês garotos me tiram do sério! Amanhã vocês têm uma tarde de autógrafos e... HELENA?! Helena Noriega? É você mesma??!
–Não, idiota! É o cosplay dela! – debochou, novamente, Ikki.
–Co... Cosplay?
–Ah, esquece! É ela mesma... Como você não quer saber nada que envolva Mitologia, só posso te dizer que ela veio atrás do Ray. Como estamos nessa troca, ela vai viajar o resto da turnê conosco. E... Se você quiser, ela também pode estrelar aquele videoclipe que você falou que íamos fazer.
–AAAAAH! BÁRBARO SEIYA! VOCÊ FINALMENTE PEGOU O ESPIRITO DA COISA!
–Ah, Darrian... Sempre tão estúpido! – invocou-se Helena. – Bem... Alguém vai ter que me ceder um quarto...
–Pode ficar com o meu... – sorriu Shun – Eu vou ficar com meu irmão...
–Está certo! Então vão dormir, porque amanhã temos muita coisa a fazer! – ordenou o produtor.
Durante o resto daquele mês, o The Guardians cumpriu sem reclamações a agenda de Darrian. Quando deram por conta, já era hora de voltar ao Japão e relatar aos Mechanic Saint como era a experiência de serem pop stars.   


TROQUE SUA PILHAS, TROQUE SUAS PILHAS DE ALEGRIIIIIIIIIIIIAAA! TROQUE SUAS PILHAS, TROQUE SUAS PILHAS DE AMOR *guitarrinha* TROQUE SUAS PILHAS, TROQUE SUAS PILHAS, AAAAAAAAAAAAAAAASSIIIM... TU-DO-VAI-MU-DAR PRUM MUNDO MUITO MEEEELHOOOOOR
AY AY... Acho que essa é a única música que eu gosto do Álbum “Mania” (sim, é aquele que toda mãe teve e que, graças a isso, tenho quatro cópias. Afinal, meus amigos roubam suas mães e me dão de presente. Um amor só huehue).
O que acrescentar sobre esse capítulo? Nada... Só posso dizer que o fim se aproxima...
Cara, eu sei que o Ricky é gay, mas precisava de uma explicação para ele ter parado de dar em cima da Saori. Podia ser o Grande, Poderoso e Sexy Jabu, mas eles só se conheceram quando os Mechanics Saints foram para o Santuário... Então vamos deixá-lo com a Seika mesmo, afinal... Esse romance não vai muito longe! (Dei Spoiler, e daí?)

Eu emputecida
Ah! Tem duas notas que fiquei devendo no capítulo anterior. A primeira foi que errei uma coisa na biografia do Rubén. Ele não entrou no lugar do Robby Rosa, mas sim do Charlie Massó. O Charlie saiu no começo de 87 e entrou o Ralphy. Beleza, pouco tempo depois, o Robby brigou com o Edgardo Díaz (dono do grupo) e picou a mula. Como não tinha ninguém treinado para substituí-lo, chamaram o Charlie de volta. Eu vi isso em um blog Argentino tempos atrás e me senti enganada... Até que achei o lindo livro “Menudo – El reencuentro con la Verdad” (tá em espanhol) e, após horas de leitura, confirmei o fato. Estou emputecida por ter sido enganada tantos anos (apesar de saber que o Robby deixou o grupo com menos de 18 anos para seguir carreira solo).
A segunda nota é que, no começo da batalha, disse que não colocaria o Ricky dançando "Dame Más" para enfrentar o Eros. Semanas atrás, comecei a ver o “Saint Seiya Super Musical” e me deparo com BATALHAS DANÇANTES E CANTANTES!!! Sério... Estou em choque. Quem ainda não viu, pode clicar aqui e assistir.

Tia Myu já falou demais... Agora ela vai dormir que tem que trabalhar amanhã! (ia dormir, afinal o Rogerinho acordou durante a edição do capítulo)
Quero comentários.
Dulces Besos de Chocolate


terça-feira, 19 de novembro de 2013

[ FANFIC ] Menudamente... Cavaleiros de Athena?

Aê Aê Aê Aê Ê ê ê ê oh oh ooooh ~lê Myu cantando axé dos anos 90~ (pra quem não conhece, é Prefixo do Verão, acho que é a Banda Mel que cantava isso e.e)
Como sempre, semana nova = capítulo novo!
Ao meu querido Cavaleiro de Prassa, digo que quando escrevi essa fic originalmente o Angelo ainda não tinha saído do armário... E ele o fez exatamente uma semana após eu concluir essa bagaça. Sim, trágico e troll ao mesmo tempo.
AH, VAMOS LOGO AO QUE INTERESSA!
Boa Leitura.



Capítulo XVII: Nena

No Templo, Afrodite estava no auge de sua raiva, atirando qualquer coisa que encontrasse contra a parede, menos o espelho em que estavam presos Athena e Kiki. Agora ela apenas aguardava a chegada dos Mechanic Saint para a última batalha.
Enquanto isso em Athenas, o The Guardians continuava sua apresentação ao vivo na TV, porém ainda acompanhavam a batalha pelas mudanças de cosmo. No intervalo eles aproveitavam para comentar.
–Perceberam? – se animou Shun – Agora só resta o cosmo de Afrodite.
-Finalmente... Mas eu estou meio preocupado com o Kiki. – indagou Shiryu – O cosmo dele sumiu de repente. Será que algo grave aconteceu?
-Não se desespere. O Kiki é muito astuto – disse Hyoga – O que está me deixando grilado foi aquela pequena cosmo-energia que sentimos antes do ultimo cosmo inimigo desaparecer. Será que algum dos meninos desenvolveu o cosmo?
Após alguns segundos de silêncio, Ikki e Seiya caíram na risada, enquanto Shiryu e Shun meditavam sobre o que o mestiço tinha dito. Era algo pouco provável, mas não impossível:
-Ai ai... Você é uma figura, Alexei – disparou o irmão de Seika, após a excêntrica gargalhada – O que importa agora é: Eles estão vencendo, Athena será salva e esse é o ultimo bloco, pela glória de nossa deusa!
-Ih cara, melhor não comemorar tão cedo... – lamentou Ikki – Com certeza o mala sem alça do Darrin deve ter preparado alguma coisa para fazermos quando acabar o programa.
-Bah! Deixa a gente sonhar, cara! – riu Seiya – A verdade é que tô meio tenso. Não sei se as armaduras suportarão o poder de Afrodite.
-Porque diz isso, Seiya? – interrogou Shun.

-Acho melhor eu contar para vocês... Acontece que-
-UM MINUTO PRA ENTRAR NO AR! – gritou o diretor do programa – TODOS EM SUAS MARCAS!
-Ah, Depois eu falo...
No santuário de Athena, Shunrei estava na Casa de Libra descansando e aguardando notícias, quando Geki e Jabu adentraram no local:
-Shunrei – perguntou Jabu – Soube de algo novo?
-Ainda nada... E já esta ficando tarde.
-Sim... Eles tinham menos de um dia e meio para salvar Athena – falou Geki – Eu espero que consigam.
-Eu só queria saber que barulho é esse dentro dessa casa... – relatou a chinesa – Parece um pedido.
-São as Armaduras de Ouro ressoando. Elas estão sentindo que Athena corre perigo e querem agir – explicou Jabu – Mas infelizmente... Os cavaleiros que podem envergar essas armaduras estão muito longe daqui.
Em Creta, Ricky e Shina são os primeiros que chegam ao Templo da deusa do Amor. Que os aguardava em pé no altar, segurando seu espelho:
–Finalmente vocês chegaram... Cavaleiros de Athena. – indagou a deusa, com um misterioso sorriso estampado no rosto e com a mão esquerda na cintura – Pena que não poderão salvar sua deusa, afinal... Eu lhes matarei antes que tentem qualquer coisa!
Agilmente, a deusa movimenta seu espelho, lançando um raio dele. Esse que atinge Shina com força suficiente para lançá-la contra a parede, deixando-a inconsciente:
-SHINA! – Exclamou o Mechanic Pegasus colocando a mão sob a venda que cobria seus olhos, mas lembrou do efeito da flecha de Eros e desistiu de tirá-la – Afrodite liberte Athena!
-VENDADO?! – debochou, mirando-lhe o braço esquerdo – Ah claro... Você foi atingido por uma das flechas de Eros e agora teme se apaixonar e sofrer pela primeira pessoa que ver. UHUHUHAHAHAHAHAHA... Sabe muito bem que para eu libertar Athena, você primeiro terá que me derrotar! Sequer usarei o espelho... Ricky! Assim você terá uma mínima chance de me vencer sem a ajuda de sua amiguinha Amazona.
–COMO É? ACHA QUE EU NÃO SOU CAPAZ DE TE VENCER SEM AJUDA?
–Não só acho... Eu tenho certeza! Vai, me ataca!
–INSOLENTE! RYU SEI KEN!
Afrodite recebeu os golpes de frente e nada aconteceu. Ricky insistiu, mas percebeu que cada vez que atacava, seu golpe enfraquecia:
-O que está acontecendo?! Eu derrotei o Eros usando apenas esse golpe!
–Foi como eu imaginei... Obrigada por me ajudar a descobrir uma forma de me vingar.
Num movimento rápido, a deusa sacou o espelho que estava em cima do trono e lançou um raio, que arrancou a venda de Ricky e o feriu gravemente. Em seguida, a imagem de Athena surgiu no espelho:
-Essa não! RICKY! – desesperou a moça.
-Pois é, querida Athena... Parece que a regra de que o Pegasus sempre te salva desceu pelo ralo essa vez. Ay qué pena! É isso que acontece por tentar roubar o namorado alheio.
-Namorado?! Afinal quem é você, Afrodite?! Sei que é uma deusa reencarnada como eu, mas com esse sotaque castelhano, percebe-se claramente que você não é grega de berço.
-E você tem toda a razão... Mas eu só te revelarei quem sou e de onde eu vim quando tiver 100% de certeza que você desaparecerá para sempre.
-ISSO NÃO IRÁ ACONTECER PORQUE NÓS SALVAREMOS ATHENA DAS SUAS GARRAS, NENA! – exclamou Rubén, que chegou ao local junto de Marin, Sergio e June.
-Ah! Vejo que você descobriu minha identidade... Não esperava menos do astuto Rubén. Mas, assim como o Ricky, vocês irão cair!
-DESENCANA, HELENA! Athena não tem culpa de o Raymond ser um idiota! – argumentou Sergio.
-CALEM-SE!
Afrodite atingiu June e Marin, que tentam interceptar o golpe, mas como já estavam debilitadas da luta anterior, acabaram desmaiadas. Os dois rapazes não entendem porque a deusa atacou primeiro as garotas, mas continuaram lutando. Afrodite persistia em seus raios, mas Rubén os desviava com o escudo do Mechanic Dragon, enquanto Sergio tentava deter seus movimentos com o Diamount Dust, porém, assim como Ricky, percebeu que seus golpes começaram a perder a intensidade:  
-Não estou entendendo – desesperou-se o Mechanic Cygnus – Por que isso está acontecendo?
-UHUHUHAHAHAHAHA!! Ainda não perceberam que vocês não passam uma fraude?! DESAPAREÇAM!
Antes que Afrodite atingisse os dois rapazes com o raio de seu espelho, as correntes do Mechanic Andromeda surgiram, formando uma barreira. Eram Raymond e Angelo, que finalmente chegaram ao Templo:
-NENA! – gritou Raymond.
-AH! Finalmente chegou o senhor “puedo tener todas las chicas del mundo porque soy un Menudo”. Agora você me pagará Raymond! PAGARÁ POR TODA A DOR QUE ME FEZ PASSAR!
A deusa do amor elevou seu cosmo a níveis assustadores, atingindo diretamente a mente do Mechanic Phoenix, que já havia sido parcialmente lacerada por Anteros. Ela já havia percebido que as armaduras necessitavam de uma fonte cósmica para sobreviver. Foi por isso que tomou a providencia de se livrar das Amazonas, porém não contava com a pequena cosmo-energia de Angelo, que foi suficiente para fazer com que Raymond se livrasse do controle mental imposto por Afrodite:
-NENA! EU TE AMO. SEI QUE FUI INJUSTO, MAS ESSA NÃO É A DOCE GAROTA POR QUEM EU ME APAIXONEI! SINTO MUITO, MINHA PRINCESA: HOUYOKU-...
-RAY NO...! TÚ QUIERES MATARME, CARIÑO?!
-Eu... Não... Consigo... – fraquejou, caindo no chão de joelho em lágrimas.
-UHUHAHAHAHAHA! ESSA É A FORÇA DO AMOR! DEIXAR AS PESSOAS CEGAS! MORRA POR ATHENA, MEU AMOR UHUHUHAHAHAHAHA!
Cega de ódio, Afrodite passou a desferir diversos golpes em Raymond. Angelo tentou impedi-la, porém ela o repeliu e continuou a investida violenta para com o Mechanic Phoenix.
Enquanto isso em Athenas, o The Guardians finalmente cantava a ultima música em seu especial de TV, quando um clarão dourado tomou conta do palco. A platéia, os câmera-man, os diretores e muito menos Darrian entenderam o que era aquilo. Quando a luz intensa cessou, os rapazes haviam desaparecido do palco sem deixar qualquer vestígio.



Armaduras de Ouro, te tirando de especiais para a TV desde 1987! huehuehue
Gente, para quem não manja espanhol (ou tem apenas uma noção básica) NENA é uma gíria sem uma tradução exata para nosso idioma. É algo como “gatinha” ou “mina”.  
Como citei antes, a versão em inglês de Nena está no disco “In Action” e em espanhol no disco “Somos los hijos del rock”, ambos de 87 e ambas versões cantadas pelo divo sexy cremoso Rubén.  E sim, eu já me ferrei por causa dessa música e dessa gíria. Mwahaha
COMENTEM QUE A TIA MYU MERECE!!!

Dulces Besos de Chocolate.

sábado, 16 de novembro de 2013

[ FANFIC ] Menudamente... Cavaleiros de Athena?


Ei pessoinhas!
Ah, eu sei... Eu demorei a atualizar e tal, mas agora vocês terão DOIS capítulos seguidos ok?
Vamos lá o/


Capitulo XV: Hoje a Noite Não Tem Luar*

Três Cárites já haviam sido derrotados, para a ira de Afrodite e a felicidade de Athena, que já alimentava esperanças em sair logo da dimensão dentro do espelho. Ricky, Shina, Sergio, June, Ruben e Marin seguiam rumo ao Templo da deusa do amor, apesar de estarem muito debilitados, porém ainda restava um último obstáculo: o misterioso Anteros. Nem a própria Afrodite sabia sobre a personalidade e poderes do Cárite de cabelos rosados.
Angelo e Raymond seguiam em busca de seu oponente nos arredores do Templo de Afrodite. Os dois não se davam muito bem e, vira e mexe, começavam a discutir. O Anjito – como era chamado pelas fãs – normalmente era muito calmo e dificilmente se importava quando os companheiros de banda lhe chamavam de anão, tampinha, salva vidas de aquário ou até de pirralho, afinal ele era o mais novo no grupo e também o menor. Porém já estava estupefato da insistência de Raymond em querer ser o “grande salvador de Athena”, achando que assim conseguiria conquistar o coração de Saori:
–Ray, eu não aguento mais você falando sem parar, cara! – irritou-se o loirinho. – Dá para se concentrar na missão?
–Se liga pirralho! Se não quiser ir comigo, vai direto ao Templo. Afinal, no fim serei eu quem salvará Athena!
–SE LIGA VOCÊ! Isso não é uma HQ em que o super-herói ganha um beijo da mocinha no final! Isso aqui é realidade, por mais incrível que possa parec-...
A discussão dos dois foi interrompida por uma bola de energia vinda do alto. Os dois conseguiram desviar a tempo e olharam para a direção de onde ela veio. Um Cárite saiu dentre algumas pilastras. Era Anteros:
–Finalmente... Chegou minha vez de lutar...
–Se afasta Angelo! – ordenou o Mechanic Phoenix, assumindo posição de luta – Esse cara é muito grande para você e suas correntinhas!
–Ay Ay... Não vou contrariar sua prepotência... Mas assim que você cair, assumirei a luta.
–Pft... Isso não acontecerá, cara! Você vai ver!
Raymond partiu para cima de Anteros, porém o Cárite apenas ergueu um dedo, do qual saiu uma rajada de cosmo que atingiu diretamente a testa de Raymond, fazendo-o cair de joelhos:
–RAY! – assustou-se Angelo – Você mal encostou nele! O que diabos você fez?
Smrt in Passion**... Parece uma técnica banal, mas você verá o que acontecerá em breve.
A técnica de Anteros era semelhante ao Golpe Fantasma de Fênix, usado por Ikki, porém ele revelava uma dor causada por um amor antigo, aumentando-a inúmeras vezes a ponto de a pessoa que o recebeu querer se matar.
Com Raymond caído, agora cabia a Angelo enfrentar o Cárite, entretanto...:
NEBULA CHAIN! – gritou o Mechanic Andromeda laçando um dos punhos de Anteros com suas correntes.
–Acha mesmo que essas correntes insignificantes me machucarão? EU NÃO TENHO TEMPO A PERDER!
O Cárite puxou as correntes e atingiu um soco no estomago de Angelo. Em seguida, passou a usar o garoto como uma espécie de “ioiô saco de pancadas”. Apesar da dor que sentia, o pequeno não esboçava nenhuma intenção de reagir. Isso irritava Anteros profundamente, afinal ele sentia que lutava sozinho:
–Reage tampinha! Eu sei que você pode fazer mais que isso.
–Não... A minha... Função aqui... É só... Auxiliar... O Raymond...
–Garoto tolo! Não percebe que esse Menudo não pode fazer nada?
De repente, Angelo atingiu um chute em Anteros e conseguiu se soltar, espantando o Cárite:
–DE ONDE UM ANÃOZINHO COMO VOCÊ TIROU FORÇAS PARA SE SOLTAR?
–Eu já falei... Aqui sou apenas um auxiliar. Enquanto tentarei despertar o Ray, você ficará parado por um tempo: GREAT CAPTURE!!
As correntes de Angelo envolveram o corpo de Anteros, impedindo-o de se movimentar. O pequeno partiu para o lado de Raymond, que estava caído de joelhos, como que mergulhado em pensamentos. Angelo se abaixou e começou a chacoalhá-lo, na esperança de fazer com que ele desperte. Porém a única palavra que ele balbuciava, ou melhor, o único nome que ele chamava era “Nena”.
–HAHAHA! – gargalhou o acorrentado Anteros – COMO SUA ALTEZA IMAGINOU! ELE AINDA CHORA POR ELA!
Angelo travou. Um filme passou em sua cabeça e finalmente pode reconhecer a loira que agora enverga o título de deusa do amor: Helena Noriega, ou como foi como apelidada por Raymond, Nena.
–Mas... Como? Isso é...
–Impossível? – completou Anteros – HAHAHAHA... Sua Alteza percebeu que seria trocada por Athena e, por isso, resolveu sair das sombras.
–Isso significa que, no final das contas, a culpa de toda essa guerra é única e exclusivamente do Raymond? – pensou em voz alta – PUTZ GRILA!
Helena Noriega, ou como foi apelidada por Ray, Nena é a namorada do rapaz. Eles se conheceram após a jovem atriz ser selecionada para gravar com ele o clipe da música “Hoy me Voy Para México”.  Desde então, nasceu um romance tímido entre os dois, que se viam sempre que possível, até a viagem para o Japão:
–Agora Raymond está relembrando tudo que fez a sua Alteza Afrodite. – disparou Anteros, ainda preso pelas correntes do Mechanic Andromeda. – Será muito difícil você despertá-lo de meu Smrt in Passion.   
–Eu irei conseguir! Eu juro, Ray!
Enquanto isso, no Templo, Afrodite descobriu por meio de uma mensagem psíquica de Anteros, que Raymond já havia descoberto a verdade sobre sua identidade:
–Finalmente... Poderei assumir quem eu realmente sou!
–Como disse, Alteza? – perguntou Kiki.
–Garotinho, você foi de muita ajuda. – disse-lhe a deusa, em meio a um largo e misterioso sorriso – Meu cabelo está lindo, obrigada... Mas, Infelizmente... Você terá que fazer companhia para Athena. Desculpe-me.
A deusa lançou o raio de seu espelho, prendendo o futuro Cavaleiro dentro do dele. Em seguida, elevou o cosmo e envergou sua armadura.
-Chegou a hora de lutar!


*Hoje a Noite não tem Luar é a versão em português de “Hoy me voy para Mexico”. Foi originalmente gravada pelo Menudo em 1986 e faz parte do álbum Refrescante. (Nunca, leram bem? NUNCA contrariem uma menudite, dizendo que esta música é da Legião Urbana. Principalmente se essa for eu, que tenho um ciúmes f#dido dessa música!)
** Smrt in Passion: Morte e Paixão, em esloveno (sou péssima com nomes de golpes)
***

Raymond hoje
Raymond Acevedo entrou no Menudo em 1985, no lugar do popular Ray Reyes, e ficou até 1988, quando saiu decidido a seguir carreira solo. Foi substituído por Robert Avellanet. Na época da Menudomania no Brasil teve seu nome erroneamente grafado como RAMON em muitos programas (não sou fã do Raymond, mas quero matar quem fez isso). Participou do La Reunión em 2005. Hoje vive na Florida – o Pênis dos EUA – e continua dedicado a música, porém também mostrou-se um apaixonado por artes plásticas, tendo programado para os meses de novembro e dezembro uma série de exposições (tanto de suas pinturas, quanto de suas músicas). Uma foto atual.

OBS: o Ray NÃO namorou a garota do clipe (ela nem é loira mesmo...). O clipe é de 86, então isso sequer faz sentido. Foi apenas um delírio doentio da minha mente
Vamos ao próximo capítulo!


Capítulo XVI: You got potential

Raymond continuava caído, com um olhar distante, perdido. Angelo ainda tentava desperta-lo, mas tudo que ele tentava parecia inútil. O pequeno sabia muito bem quais eram os pensamentos que perturbavam o Mechanic Phoenix.

#Flashback/Ilusão on#

Era uma calma manhã de sexta-feira. Muitas garotas se aglomeravam na porta de um famoso estúdio de TV em Porto Rico. Tudo isso para ver o grupo Menudo, que gravaria o clipe de seu mais novo single. Algumas sonhavam em pegar um autógrafo, tirar uma foto e outras, mais ambiciosas, já pensavam em uma vaga na figuração.
Dentro do estúdio, Raymond, a estrela do vídeo se preparava para bancar o “ator”, quando um dos diretores entrou em seu camarim acompanhado de uma garota:
–Ray... Essa é Helena Noriega. Ela foi selecionada pela agência para estrelar o clipe com você.
–Oi Helena. – sorriu Raymond, após o cumprimento
–Olá, Raymond... – Sorriu a loira de forma tímida – É um prazer gravar o clipe com você.
Ray ficou levemente ruborizado com a declaração da garota. Eles conversaram um pouco e logo, foram para o cenário onde seria rodado o clipe. Eles contracenaram muitas cenas românticas, porém se percebia de longe que aqueles olhares não eram apenas atuação, afinal, alguns deles permaneciam até quando o diretor gritava “corta”.
Algumas horas depois, a gravação finalmente terminou. Um lanche foi servido. Finalmente Helena e Raymond poderiam conversar:
–Eu... Gostei muito de gravar com você. – sorriu Ray – Queria te ver de novo...
–Eu também... Queria muito te ver outra vez, mas sei que o tempo está contra nós, principalmente o seu.
–Apesar de pouquíssimo, sempre arrumarei tempo para você, eu juro.
–Isso significa que...?
–Quero... Te conhecer melhor, sabe?
–Eu vou passar o meu telefone e do meu agente. Sempre que puder, me liga. E quando estiver livre aqui em Porto Rico, nós saímos.
–Sim.
Helena deu um beijo no rosto do cantor, deixando-o muito sem graça. Foi assim que tudo começou. Semanas depois, o namoro foi oficializado.
Apesar de estar sempre viajando, ele sempre telefonava, enviava cartas, cartões postais, fotos, presentes e até novos discos para ela.
Meses se passaram, mas o namoro continuava firme. Após uma mini turnê pelos Estados Unidos e Filipinas, Ray enviou o novo disco para a garota, In Action. Quando retornou a Porto Rico, tratou logo de marcar um lanche no hotel onde ficaria hospedado:
–E aí? Gostou de alguma musica do ultimo disco que te enviei? – perguntou o jovem, enquanto lanchava com a garota.
-Gostei de todas, mas uma em particular meio que me deixou viciada – riu – mas acho que você ficará bravo comigo...
-Por quê?
-Não é você quem canta, é o Rubén.
-Qual é? Lady?
-Não... Nena.
–Hehe... Ele só canta no disco... – Raymond pegou a mão da garota, e começou a cantar – Don't you leave me, nena. Don't you leave me, nena, nena no! nena no! I don't wanna miss you I just wanna give you a kiss...  Viu só? Eu posso cantar para você sempre que quiser... Nena.
–Por que me chamou de Nena?
–Porque agora, sempre nós estivermos longe um do outro, cantarei essa música para me lembrar de você... E quero que você faça o mesmo.
–Você... Vai viajar de novo?
–Temos um comercial para gravar no Japão. Acho que não ficaremos mais que uma semana lá. Depois retornamos a Porto Rico e descansaremos um bom tempo.
–Eu te esperarei...
–Se algo acontecer e tivermos que ficar mais tempo, eu te mando uma carta, tudo bem?
–Tudo bem... Mas, mesmo durante essa semana, me liga tá?
–Pode deixar minha princesa.
Horas depois, o grupo Menudo embarcou em seu avião particular para o Japão. Duas semanas depois, uma carta de Raymond chegou às mãos de Nena. Nela estava escrito que eles preparariam o disco novo lá no Japão, mas que ela não deveria dizer isso a ninguém, principalmente a imprensa:
Ay... Que sensação estranha... Foi essa?
A jovem sentiu um aperto em seu peito ao terminar de ler a carta, mas achou que era besteira e resolveu ir dormir. Enquanto dormia, teve um sonho estranho e acordou decidida a ir para o Japão:
–Mas... Helena! Você tem trabalhos a fazer! – insistiu seu agente, tentando fazê-la desistir da idéia.
–CALE-SE! NÃO ADIANTA INSISTIR MAIS! Eu vou ficar perto do Ray e PRONTO! – após um profundo suspiro, completo – E você está demitido.
A garota estava diferente. O jeito doce havia desaparecido. Ela parecia mais arrogante e, toda vez que passava em frente a um espelho, fazia questão de se olhar e de exaltar sua beleza.   
Foram 36 horas dentro do avião, até ela chegar ao Japão. Por um acaso do destino, enquanto trafegava em um táxi totalmente sem rumo pelas ruas de Tokio, viu Darrin saindo de um estabelecimento e entrando em um carro preto. Decidiu segui-lo e assim descobriu que Raymond e os outros estavam hospedados na mansão da jovem milionária Saori Kido. Decidiu espionar a rotina dos rapazes, porém eles já não eram mais os mesmos. Usavam armaduras coloridas, treinavam técnicas de luta e Raymond... Raymond olhava diferente para a garota de cabelos lilases.
–Eu não acredito! É assim que ele está gravando o novo disco?!
Indignada e desolada, Nena correu sem destino, até que encontrou uma praia e decidiu ficar  por lá, olhando o mar e chorando. Horas se passaram, mas sequer foram sentidas. O sol estava se pondo quando ela deu um suspiro profundo e percebeu quatro pessoas ao seu redor. Eles lhe falaram coisas estranhas, sobre deuses da Mitologia Grega e guerreiros de armadura. Ela ficou confusa, mas logo concluiu em seus pensamentos que não passava de um grupo de punks loucos. Foi então que a única moça que do grupo, lhe entregou um espelho. Ao tocar nele sua memória foi restabelecida. Ela enfim recordou-se de quem era desde que nasceu:
–Eu sou Afrodite! – exclamou a jovem loira, ficando de pé. – Deusa do Amor e da Beleza!
Ao descobrir que Saori Kido era Athena, ela decidiu ir para seu templo, na Grécia, e tramar uma forma de se vingar da deusa e de Raymond.
###Flashback/Ilusão Off###

–Ray! Ray! Reage cara! Isso que você está vendo não é real!
–NÃO! – reagiu, finalmente, o Mechanic Phoenix – POR QUE COMETI ESSA INJUSTIÇA COM A NENA, POR QUÊ???!
–Raymond você não fez nada!
–É CLARO QUE EU FIZ! EU A DEIXEI SOZINHA EM PUERTO RICO! JUREI QUE LIGARIA TODO DIA E NÃO O FIZ! SEM CONTAR QUE FIQUEI GALANTEANDO A SAORI! EU NÃO MEREÇO VIVER!
Nervoso, Angelo acertou um soco na cara do amigo, gesto que o fez esboçar uma leve reação, saindo um pouco do transe do golpe de Anteros. Moveu a corrente triangular, que ainda estava livre, de uma forma com que as mãos do Mechanic Phoenix ficassem presas, impedindo-o de fazer qualquer besteira consigo mesmo e também que pudesse escutar o pequeno sem interrompê-lo:
–AGORA ME ESCUTA, RAY! NÓS TEMOS UM ACORDO COM OS CAVALEIROS DE ATHENA! NÃO PODEMOS NOS DEIXAR ABATER POR ESSES CARAS! EU NÃO IMAGINAVA QUE VOCÊ FOSSE TÃO IMPRUDENTE A PONTO DE CAIR COM O PRIMEIRO GOLPE! NÃO QUERIA TER QUE APELAR PARA ISSO, MAS TEREI QUE FAZÊ-LO!
–Do... Do que você... Está falando, Angelo?
–Nossas armaduras... Elas não são 100% mecânicas, como o Seiya disse quando as entregou para nós... Elas necessitam de uma fonte de cosmo “amigo” próxima, como se fosse uma bateria recarregável. É por isso que, para enfrentarmos os Cárites, precisávamos estar acompanhados de alguém que possua uma cosmo-energia...
–Então... Foi por isso que cai... No primeiro golpe... Mas então por quê... Por que você veio comigo?
–Sua armadura tem o poder da Fênix e a essência do cosmo do Ikki. Por isso ela é capaz de reproduzir o principal golpe dele: Houyoku Tensho, mas para isso você precisa receber uma grande quantidade de cosmo.
–Mas isso ainda não julga um pirralho como você ter vindo comigo!
–JÁ PERCEBI QUE VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO... PRESTA ATENÇÃO: ENQUANTO VOCÊ E O RICKY FICAVAM TENTANDO CHAMAR ATENÇÃO DA SAORI, SERGIO, RUBÉN E EU ESTAVAMOS TREINANDO COM AS GAROTAS.
–Então você está querendo dizer que...
–Sim... Eu treinei com a Marin e, como era muito esforçado e ela uma boa mestra, consegui desenvolver a cosmo-energia. Ela ainda não chega ao nível de Cavaleiro de Bronze, mas é suficiente para te ajudar a lançar seu golpe mais forte, isso se você quiser salvar Athena.
–Agora, pelo menos para mim, não se trata somente de salvar Athena... Eu também tenho que me redimir com a Nena.
–Ah, que bonitinho! – interrompeu Anteros. – Já acabaram com o falatório sem sentido? PORQUE EU NÃO AGUENTO MAIS FICAR PRESO AQUI!          
Anteros elevou o cosmo, partiu as correntes e avançou para cima dos rapazes. Ele lançou novamente o Smrt in Passion, mas Angelo, já elevando timidamente seu fraco cosmo, reconstruiu sua corrente e ergueu a Rolling Defense, protegendo Raymond e ele. Ainda atrás da barreira, o Mechanic Andromeda sorriu para Raymond e falou:
–Eu confio em você para salvar athena, Ray!
–O que você está falando? Nós vamos salvá-la juntos!
–Eu terei que doar todo meu poder para você vencer esse cara! Eu não terei forças para continuar... Assim que eu cair, você continua sem mim!
–ISSO NUNCA! EU ME ARREPENDI DE TUDO QUE EU FIZ E ,AGORA, NÃO VOU TE DEIXAR PARA TRÁS! LACE ESSE CÁRITE IDIOTA COM SUA CORRENTE E NÃO ELEVE TODO SEU COSMO! IREI MANDÁ-LO PRO INFERNO COM UM POUCO DA ENERGIA QUE VOCÊ ME DER E COM MINHA PRÓPRIA FORÇA DE VONTADE.
–Confiarei em você!
Angelo lançou sua corrente triangular na direção de Anteros, prendendo-o novamente. Antes que ele pudesse se livrar, como fez da outra vez, Raymond surgiu atrás dele e o atingiu com o Houyoku Tensho, fazendo-o cair morto no chão:
–CONSEGUIMOS! – gritaram os dois amigos ao mesmo tempo, apoiando-se um no outro e seguindo para o Templo, onde travariam a última batalha.

Angelo Garcia entrou no Menudo em 1987, substituindo Ralphy Rodrigues. Deixou o grupo em 1990 por causa desconhecidas (mais tarde revelou que submeteu-se a uma apendicectomia durante a turnê de divulgação do disco “Los Ultimos Heroes” e optou por sair), sendo substituído por Cesar Abreu, que ficou no grupo poucos meses e foi substituído pelo maldito mexicano Adrián Olivares. Existe uma lenda sobre essas substituições repentinas, mas depois entro nesse assunto (e então vocês entenderão porque odeio essa Barbie Mexicana). Depois que deixou o grupo, teve um CD solo lançado, produzido por adivinhem quem? Sim, Darrin McGillis. Em 2010, encorajado pela atitude de Ricky Martin, Angelo decidiu assumir sua homossexualidade, mas faz uma linha mais polêmica, se auto-intitulando um GAY-GAGA (alusão a polêmica e gostosa cantora Lady Gaga). Continua na carreira de cantor. Uma foto dele atual, provando que tudo pode mudar. Está com 36 anos. [PS: Piadas com armadura de Andrômeda e Casa de Libra são DESNECESSÁRIAS nos comentários]
***
Eu particularmente adorei escrever esse capítulo. Assim como o Shun, o Angelo era o mais novinho e mais tímido do grupo [isso em 1987... Hoje ele é um Gay-Gaga e.e]. Por isso dei esse jeitinho fofo para ele de sempre querer ajudar os outros.

A Tia Myu merece comentários né?
Dulces Besos de Chocolate <3 p="">